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11/6/2008
Novo tratamento para Ceratocone

Crosslinking de córnea com Riboflavina

Esta é a primeira possibilidade real de tratamento do ceratocone sem transplante de córnea.
O crosslinking do colágeno corneano com a riboflavina (vitamina B2) é uma técnica inovadora no tratamento de pacientes com ceratocone com o objetivo de enrijecer o tecido corneano. A luz UVA associada à riboflavina cria novas ligações entre as moléculas de colágenos adjacentes, produzindo um aumento da espessura da córnea bem como diminuindo sua maleabilidade. A irradiação das moléculas de riboflavina por meio da UVA faz com que ocorra uma perda do seu equilíbrio interno, o qual somente será recuperado quando ocorrer sua ligação entre duas fibrilas de colágeno, produzindo uma maior rigidez do tecido da córnea. Relatos na literatura têm apontando um aumento na rigidez corneana de até 329%.

O crosslinking de colágeno pode ser muito útil no tratamento das ectasias. Vários estudos realizados em pacientes com ectasia corneana mostraram o sucesso desta técnica em para a progressão da ectasia e, em alguns casos, até regredi-la.

O crosslinking do colágeno corneano pode tornar-se a terapia de eleição em casos de ectasia progressiva, diminuindo significantemente a necessidade de transplante de córnea. Os principais casos a se beneficiar são os pacientes jovens, com ceratocone em graus iniciais e intermediários, pacientes com doença em progressão, pacientes submetidos a cirurgia refrativa que evoluíram com ectasia no pós-operatório.

Os estudos iniciais para a promoção de ligações covalentes no colágeno corneano foram baseados na observação do aumento destas ligações em pacientes diabéticos e idosos na década de 90. Os primeiros estudos experimentais com essa finalidade foram publicados há mais de 10 anos por SPOERL e colaboradores. O tratamento de animais com esta tecnologia foi descrito no início deste século. Em 1999 os primeiros pacientes foram operados com esta técnica e os resultados com seguimento de até 4 anos foram relatados em 2003. Desde então muitos estudos em humanos já foram reportados na literatura, com bons resultados em todo o mundo.

Fonte: CBV



           


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