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31/10/2006
Instituto da Visão da UNIFESP incrementa seu parque tecnológico

O Instituto da Visão da UNIFESP tornou-se um dos principais centros do mundo na área de glaucoma ao incrementar seu parque tecnológico com dois equipamentos de última geração para diagnóstico e melhor controle da doença, que acomete cerca de 900 mil pessoas no Brasil, com maior incidência após os 55 anos. Os equipamentos, lançados na última reunião da Academia Americana de Oftalmologia, são dois tomógrafo (HRT 3 e Stratus OCT), que avaliam a parte estrutural ( fibras nervosas, que vão formar o nervo ótico e a cabeça do nervo ótico) e o SITA-SWAP azul-no-amarelo, que avalia a parte funcional ( campo visual), possibilitando um diagnóstico mais precoce da doença, em cerca de 60% do tempo do exame anteriormente efetuado. Outra novidades são os tonômetros Pascal e O.R.A ( ainda em fase de protocolo), que medem a pressão intra-ocular com menor interferência dos fatores da córnea, como a espessura ( medida pela paquimetria) e flexibilidade ( histerese).

Glaucoma

O Glaucoma é neuropatia óptica ( doença do nervo ótico), que evolui com perda gradual, lenta e silenciosa do campo visual, normalmente sem qualquer tipo de sintoma doloroso. Trata-se de uma doença genética, sem risco de contágio ou interferência de fatores externos, como a alimentação. É causado pelo acúmulo do líquido, chamado humor aquoso, que circula no interior do olho, para nutrir o cristalino e a córnea, que são estruturas que não possuem vascularização ( veias). Esse acúmulo se produz devido à redução da drenagem do líquido, pela obstrução do conduto pelo qual normalmente esse líquido sai do olho. Desta forma, como continua sendo produzido o líquido, a pressão intra-ocular vai aumentando progressivamente.

O glaucoma irá ocasionar lesão ao olho se não for tratado, pois a pressão intra-ocular aumentada comprometerá os vasos sangüíneos que nutrem as sensíveis estruturas visuais do fundo do olho e devido à falta de irrigação sangüínea adequada, as células da retina irão morrendo, provocando uma perda progressiva da visão e estreitamento do campo visual. Se o processo não for controlado, poderá levar à cegueira. Em estágios finais evolui para visão tubular e cegueira total, figurando entre as duas principais causas de cegueira irreversível no mundo.

O Glaucoma pode ser primário ( aqui está incluída a forma mais comum, que ocorre em média após os 55 anos), o infantil (congênito) e o juvenil.

O Glaucoma secundário é provocado em conseqüência de cirurgia intra-ocular, tumor intra-ocular, inflamação ocular, uveítes, uso indiscriminado de corticóides, tanto colírios como sistêmicos, inalatórios ( para rinites e bronquites); trauma ocular ( como uma bolada ou perfuração); retinopatia diabética proliferativa ( estágio mais avançado de diabetes no olho), que causa um dos tipos mais complicados de glaucoma, e o glaucoma neovascular, que também é causado pela oclusão venosa ocular ( oclusão de veia da retina, que não aparece).

Outro tipo da doença é o Glaucoma de ângulo estreito – a íris é muito próxima da córnea ( ângulo) e nesse ângulo é que fica o local de escoamento do líquido intra-ocular ( ralo). Se esse ângulo é estreito, ele pode vir a fechar, quando a íris se dilata por descargas de adrenalina ( estresse) e ambientes escuros, além do aumento da catarata, devido à idade.

Exceção feita ao glaucoma de ângulo estreito, que pode apresentar sub-crises, com aumento da pressão do olho, visão de halos coloridos e dor ocular moderada, que pode se irradiar para a cabeça, podendo até ser confundida com enxaqueca ou sinusite, o glaucoma geralmente não apresenta sintomas. Esse tipo de glaucoma é detectado por um exame específico, a Gonioscopia.

Como não existem formas de prevenção ou cura, a conscientização do paciente e de seus familiares sobre a necessidade do uso adequado da medicação prescrita é fundamental. Os tratamentos para deter seu avanço são o uso de colírios apropriados, cirurgia a laser e trabeculectomia ( cirurgia tradicional), que diminui a pressão do olho, criando uma via acessória para escoamento do líquido intra-ocular.

Consulte seu oftalmologista regularmente, para exames básicos, como pressão intra-ocular e fundo de olho, pois o glaucoma é uma doença que não avisa.

Fonte: Assessora de Comunicação do

Instituto da Visão – UNIFESP




           


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